Uma PME consegue fazer grande parte do seu marketing sem agência se usar a IA como assistente: o ChatGPT, o Gemini ou o Copilot escrevem os rascunhos (publicações, textos do site, descrições de produtos, newsletters, anúncios) e o Canva ou o próprio assistente criam as imagens. Uma pessoa da casa continua a decidir, a rever e a medir. O investimento mínimo é uma licença empresarial de um assistente de IA, a partir de cerca de 17,61 € por utilizador por mês, sem IVA, e cerca de 2 horas por mês para preparar o calendário de publicações. O que não deve fazer: publicar sem ler, pedir textos sem dizer “português de Portugal” e gerar dezenas de páginas para o Google.
Este guia mostra que ferramentas usar, três fluxos de trabalho passo a passo, prompts (as instruções que se escrevem à IA) prontos a copiar, quanto custa e o que diz a lei. Para outros usos da IA na área comercial, veja a página de IA em vendas.
O problema: o marketing fica sempre para depois
Numa loja ou numa pequena empresa de serviços, o marketing é feito por quem tem tempo, ou seja, por ninguém. O Instagram fica semanas parado, a última newsletter saiu no Natal e as descrições dos produtos no site são as do fornecedor. Uma agência resolve parte do problema, mas custa todos os meses e obriga a explicar o negócio a quem está de fora.
A IA não substitui uma estratégia nem conhece os seus clientes. Mas tira o maior obstáculo, a página em branco: transforma uma lista de ideias em textos prontos a rever, em minutos.
O que a IA faz bem no marketing (e o que não faz)
Faz bem:
- Rascunhos e variações de textos para redes sociais, site, newsletter e anúncios.
- Adaptação: a mesma novidade escrita para o LinkedIn (mais formal), o Instagram (mais curta) e o perfil do Google.
- Imagens de ambiente, fundos e cartazes simples.
- Ideias e calendário a partir das datas do mês e dos produtos a vender.
Não faz, ou faz mal:
- Não sabe os seus preços, stocks, prazos nem promoções. Se não lhos der, inventa.
- Escreve por defeito num português que mistura Portugal e Brasil (“você vai adorar”, “confira”, “contato”).
- Tende para textos genéricos e cheios de adjetivos, iguais aos da concorrência.
A regra é a de sempre: a IA prepara, uma pessoa aprova.
Que ferramentas usar
| Ferramenta | Para quê | Preço sem IVA |
|---|---|---|
| ChatGPT Business | Textos, calendário, imagens, análise de resultados | cerca de 17,61 € por utilizador por mês, pagamento anual; cerca de 22,02 € mensal |
| Gemini no Google Workspace | Textos e imagens para quem já usa Gmail e Drive | Incluído nos planos Business; Business Standard a cerca de 12,33 € por utilizador por mês, anual |
| Microsoft 365 Copilot para Empresas | Textos no Word, Outlook e PowerPoint | 18,20 € por utilizador por mês, anual, além da licença Microsoft 365 |
| Canva | Design de publicações, imagens com IA, agendamento | Tem plano gratuito; o preço dos planos pagos aparece em euros na página de preços do Canva, conforme o país |
| Brevo | Newsletter, com gerador de texto com IA | Tem plano gratuito; planos pagos conforme o número de emails |
| Meta Business Suite, LinkedIn, Perfil da Empresa no Google | Publicar e agendar | Gratuitos |
Se ainda não escolheu um assistente, a comparação está em ChatGPT, Copilot, Gemini ou Claude na empresa. Para marketing, qualquer um serve: escolha o que encaixa no que a empresa já usa.
Imagens: Canva, ChatGPT e Gemini
Em abril de 2026, o Canva lançou o Canva AI 2.0, que, segundo a empresa, cria desenhos editáveis a partir de uma frase e aplica automaticamente as cores, os tipos de letra e o estilo da marca. O Canva também agenda publicações para o Facebook, o Instagram, o LinkedIn e outras redes, mas, segundo a ajuda do Canva, só nos planos pagos (Pro e Business, entre outros).
O ChatGPT gera e edita imagens na conversa: uma imagem nova ou outro fundo para a fotografia do produto. Os limites dependem do plano. As imagens saem com metadados C2PA (uma espécie de etiqueta invisível que identifica a imagem como gerada pela OpenAI), que algumas redes sociais leem e outras apagam ao carregar.
O Gemini gera e edita imagens com o modelo Nano Banana, também nas contas Google Workspace (aplicação Gemini e Google Slides). Há limites diários e, segundo a Google, todas as imagens geradas levam a marca de água invisível SynthID.
Duas notas sobre direitos. Os termos da OpenAI transferem para o utilizador os direitos que a OpenAI tiver sobre o resultado, “se existirem”: não é certo que uma imagem feita só por IA tenha proteção de direitos de autor. E não peça imagens “no estilo” de uma marca, de um ilustrador ou com personagens conhecidas, porque pode violar direitos de terceiros.
Anúncios: o que a Meta e a Google já fazem
No Gestor de Anúncios da Meta (Facebook e Instagram), a geração de texto propõe até cinco variações do texto principal do anúncio. Com as melhorias do Advantage+ creative ativas, a Meta pode ainda ajustar automaticamente o texto e as imagens que carregou, criando variações durante a campanha. Reveja estas opções antes de publicar e desligue as que não quer.
No Google Ads, as campanhas Performance Max (campanhas automáticas em vários sítios da Google, da pesquisa ao YouTube) geram títulos, descrições, imagens e logótipos a partir do endereço do seu site, em várias línguas, entre elas o português. O anunciante escolhe os que quer usar. A Google avisa que os elementos gerados podem conter erros e não têm aprovação garantida pelas políticas de anúncios. Confirme também se o “português” proposto não é do Brasil.
A Google lembra que as regras da União Europeia exigem rótulos em certos anúncios com imagens geradas ou editadas por IA, e tem definições de rótulo de IA para isso.
Perfil da Empresa no Google
As publicações no Perfil da Empresa no Google (novidades, ofertas e eventos que aparecem na pesquisa e no Google Maps) não têm, segundo a ajuda da Google, assistente de escrita integrado: escreva-as no assistente de IA e cole-as. As publicações com mais de 6 meses são arquivadas, salvo se tiverem datas definidas, e um número de telefone no texto pode levar à rejeição.
A ligação do Perfil da Empresa à aplicação Gemini, anunciada em junho de 2026, ficou de fora do Espaço Económico Europeu: não está disponível em Portugal.
Antes de tudo: o guia de voz da marca
O passo que mais melhora os textos da IA é escrever, uma vez, como a sua empresa fala. Guarde-o como instrução permanente: num Projeto do ChatGPT, num Gem do Gemini ou num documento que cola no início de cada conversa.
Pode pedir à própria IA que o escreva consigo:
Vou criar o guia de voz da marca da minha empresa. Somos [descrição: o que vendemos, onde, a quem]. Faça-me 10 perguntas, uma de cada vez, sobre os nossos clientes, o que nos distingue, palavras que usamos e que evitamos, e o tom que queremos. No fim, escreva um guia de uma página com: quem somos em duas frases, para quem escrevemos, tom (com três adjetivos e o que cada um significa na prática), palavras a usar, palavras proibidas, tratamento do cliente, uso de emojis, e dois exemplos de publicação certos e dois errados.
Junte ao guia esta instrução, que resolve a maior parte do português do Brasil:
Escreva sempre em português europeu (de Portugal), com o Acordo Ortográfico de 1990. Use vocabulário de Portugal: “telemóvel”, “ecrã”, “equipa”, “contacto”, “registar”, “pequeno-almoço”, “autocarro”. Use construções de Portugal: “está a fazer” e não “está fazendo”; “pode ver” e não “confira”. Trate o cliente por “você” ou de forma impessoal, nunca por “tu”. Se tiver dúvidas entre duas formas, escolha a usada em Portugal.
Mesmo assim, leia tudo: sem esta instrução, aparecem facilmente “ônibus” ou “time” no meio de um texto correto.
Passo a passo: três fluxos de trabalho
Fluxo 1: o calendário de um mês de redes sociais em 2 horas
Exemplo: uma loja que publica três vezes por semana no Instagram e no Facebook e uma vez no LinkedIn.
- Prepare a matéria-prima (20 minutos). Uma lista com os produtos a destacar, as promoções com datas e condições, as datas relevantes do mês e algumas fotografias reais.
- Peça o calendário (10 minutos). Cole o guia de voz e a lista no assistente, com este prompt:
Com base no guia de voz acima e nesta lista, prepare o calendário de publicações de novembro de 2026 para a nossa loja. Instagram e Facebook: 3 publicações por semana (segunda, quarta e sexta). LinkedIn: 1 por semana, mais institucional. Para cada publicação, dê: data, rede, objetivo (vender, mostrar a equipa, informar), texto completo, sugestão de imagem e uma chamada à ação. Mistura: no máximo 1 em cada 3 publicações a vender diretamente. Não invente preços, prazos nem promoções: use só os que estão na lista. Apresente numa tabela.
- Reveja e corte (40 minutos). Corrija factos, tire adjetivos, acrescente um pormenor que só a sua empresa sabe. É aqui que o texto deixa de soar a IA.
- Faça as imagens (30 minutos). Fotografias reais sempre que possível; para o resto, o Canva ou o assistente.
- Agende (20 minutos). No Meta Business Suite para o Facebook e o Instagram, no próprio LinkedIn, ou no planeador do Canva se tiver plano pago.
Fluxo 2: descrições de produtos e textos do site
- Junte os dados de um produto: nome, materiais, medidas, utilização, o que o distingue, ficha do fornecedor.
- Use este prompt, com o guia de voz e a instrução de português de Portugal:
Escreva a descrição deste produto para a nossa loja online. Público: [quem compra]. Estrutura: uma frase de abertura sobre o benefício principal, um parágrafo de 3 a 4 frases, e uma lista de características com medidas e materiais. Entre 80 e 150 palavras. Use apenas os dados abaixo; se faltar alguma informação importante para o cliente decidir, diga-me o que falta em vez de inventar. Não copie frases da ficha do fornecedor.
- Confirme cada dado técnico contra a ficha: medidas, composição, compatibilidades. Um erro aqui dá devoluções.
- Comece por 5 produtos e veja se as visitas e vendas dessas páginas mudam, antes de fazer o catálogo inteiro.
Para as páginas institucionais (quem somos, serviços), o método é o mesmo: dê os factos e peça uma estrutura, um título e uma meta descrição (o texto que aparece no Google por baixo do título).
Fluxo 3: uma campanha completa num dia
Exemplo: uma promoção de 15 dias no Natal. Na mesma conversa, a partir dos mesmos dados, peça:
- Newsletter: assunto (três opções), pré-cabeçalho e texto com uma única chamada à ação. A Brevo, por exemplo, tem um gerador de texto com IA integrado.
- Anúncio Meta: três textos principais e três títulos.
- Anúncio Google: dez títulos com até 30 caracteres e quatro descrições com até 90, os limites dos anúncios de pesquisa responsivos.
- Publicação no Perfil da Empresa no Google, do tipo “Oferta”, com título e datas.
- Três publicações para as redes: início, meio e último dia.
Prompt de partida:
Vamos preparar uma campanha. Dados: [produto, desconto, datas, condições, link]. Público: [quem]. Com base no guia de voz, prepare: (1) newsletter, (2) anúncio Meta, (3) anúncio Google de pesquisa, (4) publicação de oferta no Perfil da Empresa no Google, (5) três publicações para Instagram e Facebook. Respeite os limites de caracteres de cada formato e repita as condições da promoção exatamente como estão nos dados.
Depois, leia tudo de seguida. Um desconto que aparece como 20% na newsletter e 25% no anúncio é o erro mais comum.
SEO com IA: o que ajuda e o que prejudica
SEO é o trabalho para o site aparecer nas pesquisas do Google. A IA ajuda em tarefas concretas:
- Listar perguntas que os clientes fazem, para responder no site.
- Títulos de página, meta descrições e textos alternativos das imagens.
- Rever um texto para ficar mais claro.
O que prejudica: gerar dezenas ou centenas de páginas quase iguais (“canalizador em Braga”, “canalizador em Guimarães”, “canalizador em Barcelos”) ou artigos de blogue em série sem nada de novo. A Google diz expressamente que usar IA para gerar muitas páginas sem acrescentar valor para o utilizador pode violar a sua política contra conteúdo em escala.
Se vende pelo Google Merchant Center (os anúncios de produtos do Google Shopping), as regras são mais apertadas: títulos e descrições gerados por IA devem ser indicados à parte como tal, e as imagens geradas por IA devem levar os metadados próprios para isso.
A regra prática: cada texto deve ter algo que só a sua empresa sabe (experiência, fotografias, preços reais). Se não tem, não publique.
Como medir se está a resultar
Escolha três ou quatro números e veja-os todos os meses:
- Redes sociais: alcance e mensagens recebidas, nas estatísticas do Meta Business Suite e do LinkedIn. Os gostos dizem pouco.
- Site: visitas vindas de cada canal e pedidos de contacto ou vendas, no Google Analytics, que é gratuito. Use parâmetros UTM nos links das campanhas (etiquetas que dizem ao Analytics de onde veio a visita).
- Pesquisa: pesquisas e cliques no Google Search Console, também gratuito.
- Newsletter: taxa de cliques, mais fiável do que a de aberturas.
- Perfil da Empresa no Google: pedidos de direções e chamadas.
No fim do mês, passe os números (sem dados pessoais) ao assistente:
Estes são os resultados das publicações de outubro. Quais os três tipos de publicação com melhores resultados e os três piores? O que mudaria no calendário de novembro? Justifique com os números.
Trate a resposta como opinião a discutir, não como conclusão.
Custos e riscos
Quanto custa
Exemplo, para uma loja com 8 pessoas em que duas tratam do marketing e que ainda não usa nenhum assistente de IA:
| Item | Custo mensal sem IVA |
|---|---|
| ChatGPT Business, 2 utilizadores, pagamento anual | cerca de 35,22 € |
| Canva | 0 € no plano gratuito; o plano pago acrescenta agendamento e mais funções de IA |
| Brevo, plano gratuito | 0 € |
| Meta Business Suite, LinkedIn, Perfil da Empresa no Google, Google Analytics, Search Console | 0 € |
| Total | cerca de 35 € por mês, mais o plano pago do Canva se o quiser |
Se a empresa já tem Google Workspace Business Standard ou superior, o Gemini já está pago e o custo adicional pode ser zero. O orçamento para anúncios é à parte e é decidido por si.
O custo real é o tempo: uma tarde para o guia de voz e cerca de 2 horas por mês para o calendário.
Dados pessoais e RGPD
Listas de clientes, emails e encomendas são dados pessoais. Não os cole em versões gratuitas ou pessoais de ferramentas de IA. Use a versão empresarial, com a opção que impede o uso dos dados para treino. Para as newsletters, só envie a quem deu consentimento ou é cliente nos termos da lei, e mantenha o link para cancelar. O tema está desenvolvido em IA e RGPD numa PME.
AI Act: quando tem de dizer que foi feito com IA
O artigo 50.º do Regulamento (UE) 2024/1689, o AI Act, aplica-se desde 2 de agosto de 2026. Para uma empresa que usa a IA no marketing (o regulamento chama-lhe “responsável pela implantação”), contam sobretudo duas regras do n.º 4:
- Deepfakes. Quem publica imagens, áudio ou vídeo gerados ou manipulados por IA que se parecem com pessoas, objetos, sítios ou acontecimentos reais e podem passar por autênticos tem de o dizer. Exemplo: uma fotografia realista de um “cliente satisfeito” que não existe. Em conteúdo claramente artístico, satírico ou de ficção, basta indicar de forma adequada que existe conteúdo gerado.
- Textos de interesse público. Textos gerados por IA publicados para informar o público sobre assuntos de interesse público têm de ser assinalados, salvo se houve revisão humana e alguém assume a responsabilidade editorial. Uma descrição de produto ou uma publicação promocional revista por si não cai, em princípio, nesta regra.
O n.º 5 diz que a informação tem de ser clara e dada, o mais tardar, no primeiro contacto com o conteúdo. A forma simples de cumprir: uma indicação visível como “Imagem criada com IA” na própria publicação ou na legenda, e o rótulo de IA das plataformas quando existir (a Meta mostra a indicação “AI info” (informação de IA) quando deteta ou quando o autor declara conteúdo gerado; o Google Ads tem definições de rótulo de IA). Na dúvida, assinale.
Além disso, uma imagem de um produto ou espaço que não existe é publicidade enganosa, com ou sem IA. Este guia não é aconselhamento jurídico; se tiver dúvidas sobre um caso concreto, fale com um advogado.
Outros riscos
- Erros de facto: dê sempre os dados e leia antes de publicar.
- Textos iguais aos da concorrência: evite-os com o guia de voz e pormenores reais.
- Dependência: guarde o guia de voz e os prompts num documento da empresa, não só dentro de uma ferramenta.
O que fazer esta semana
Em menos de uma hora:
- Abra o assistente de IA da empresa (versão empresarial) e use o prompt do guia de voz. Responda às 10 perguntas e guarde o resultado num documento.
- Junte-lhe a instrução de português de Portugal e teste com uma tarefa real: as publicações da próxima semana ou a descrição do produto que mais vende.
- Marque na agenda 2 horas no fim do mês para fazer o calendário de novembro com o fluxo 1.
Para mais ideias, veja as 50 tarefas que uma PME pode automatizar com IA e, para responder às mensagens que o marketing vai trazer, o guia de IA no apoio ao cliente. Se tem uma loja, veja também o que publicámos para o setor do comércio.
Preços e funcionalidades verificados em outubro de 2026. Valores convertidos para euros ao câmbio de referência do Banco Central Europeu de 30 de setembro de 2026.
Fontes
- OpenAI: ChatGPT Business
- OpenAI: geração de imagens no ChatGPT
- OpenAI: sinais de proveniência (C2PA) nas imagens geradas
- OpenAI: termos de utilização na UE
- Google: gerar e editar imagens com a aplicação Gemini
- Google: Nano Banana Pro e marca de água SynthID
- Google Workspace: planos e preços
- Microsoft 365 Copilot: planos e preços para PME
- Canva: Canva AI 2.0
- Canva: agendar publicações com o planeador de conteúdos
- Canva: página de preços
- Brevo: planos e preços
- Meta: geração de texto no Gestor de Anúncios
- Meta: Advantage+ creative
- Meta: rotulagem de conteúdo gerado por IA
- Google Ads: criar um grupo de recursos Performance Max com IA generativa
- Google Ads: imagens geradas por IA e rótulos
- Google: criar e gerir publicações no Perfil da Empresa
- Google: novas funcionalidades do Gemini para empresas (junho de 2026)
- Google Search Central: conteúdo gerado por IA
- Comissão Europeia, AI Act Service Desk: artigo 50.º
- Regulamento (UE) 2024/1689 (AI Act), EUR-Lex
- BCE: taxas de câmbio de referência do euro
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